
alr © 2012
Rappelle-toi de nos mots épars à l’heure où la lumière du jour se blottit doucement dans les bras de la nuit et où les petits Indiens fatigués ont abandonné leurs arcs et leurs flèches et ne courent plus par les rues.
Nous avons parlé de cet entre deux mondes qui fait de moi un être presque apatride dans mon propre chez-moi et partout ailleurs, en rêvant de revenir toujours à la terre de mes origines. Qui me manque tant chaque jour.
Mais sais-tu que la douleur de n’appartenir à rien n’est pas dans la nostalgie du pays que nous quittons pour une vie meilleure, mais dans ces enfances vides que nous ne pourrons jamais raconter.

Recorda-te daquelas palavras soltas ditas naquela hora quando a luz do dia se aninha lentamente nos braços da noite e os índiozinhos cansados, abandonaram os arcos e as setas e já não correm pelas ruas.
Falámos daquele entre dois mundos que faz de mim um ser quase apátrida na minha própria casa e onde quer que me encontre, transportando comigo aquele sonho de voltar à terra das minhas origens. Da qual sinto a falta todos os dias.
Sabias que a dor de não pertencer a coisa alguma não se encontra na saudade do país que deixamos na esperança de uma vida melhor, mas nessas infâncias ocas e vazias que nós nunca poderemos contar.
4 réponses à Rappelle-toi Judith